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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sobre as Entesposas


“_É uma história muito triste e estranha _ continuou ele depois de uma pausa. _ Quando o mundo era jovem, e as florestas eram vastas e selvagens, os ents e as entesposas _ e havia entezelas naquela época: ah! como era adorável Fimbrethil, Pé-de-fada, a dos passos leves, nos dias de minha juventude! _, eles andavam juntos e moravam juntos, mas nossos corações não continuaram crescendo do mesmo modo: os ents devotavam seu amor a coisas que encontravam no mundo, e as entesposas devotavam o seu a outras coisas; pois os ents emavam as grandes árvores e as florestas, e as encostas de colinas altas, e bebiam das nascentes das montanhas, e só comiam frutas que as árvores deixavam cair em seu caminho; e aprenderam com os elfos e conversavam com as árvores. Mas as entesposas se dedicaram a árvores menores, e a campinas ao sol além dos pés das florestas; viram o abrunheiro nas moitas e a macieira selvagem e a cerejeira florescendo na primavera; e as ervas verdes nas terras banhadas pela água e a grama deiscente nos campos durante o outono. Não desejavam conversar com esses seres, mas eles desejavam ouvi-las e obedecer ao que lhe diziam. As entesposas ordenaram que crescessem conforme seus desejos, e que produzissem folhas e frutos como queriam; pois as entesposas desejavam a ordem, muita ordem, e paz (que para elas queria dizer que as coisas deviam permanecer como elas as tinham colocado). Então as entesposas fizeram jardins nos quais pudessem morar. Mas nós, ents, continuamos vagando, e só íamos aos jardins de vez em quando. Então, quando a Escuridão chegou ao Norte, as entesposas atravessaram o Grande Rio, e fizeram novos jardins, e araram novos campos, e nós a víamos com menos frequência. Depois que a Escuridão foi derrotada, a terra das entesposas floresceu ricamente, e seus campos ficaram cheios de trigo. Muitos homens aprenderam os ofícios das entesposas e prestavam grandes honras a elas; mas nós ficamos sendo para eles apenas uma lenda, um segredo no coração da floresta. Mas ainda estamos aqui, enquanto que os jardins das entesposas estão abandonados: os homens os chamam agora de Terras Castanhas."


"_Lembro-me de que foi há muito tempo _ na época da guerra entre Sauron e os Homens do Mar _ que me veio o desejo de rever Fimbrethil. Ela ainda era muito bela aos meus olhos, da última vez que a vira, embora se parecesse pouco com a entezela de antigamente. Pois as entesposas estavam curvadas e escurecidas devido ao trabalho; seus cabelos ficaram ressecados pelo sol, assumindo a tonalidade do trigo maduro, e suas faces ficaram como maçãs vermelhas. Apesar disso, os olhos ainda eram os olhos do nosso próprio povo. Atravessamos o Anduin e chegamos e chegamos à terra delas; mas encontramos um deserto: estava tudo queimado e arrancado, pois a guerra passara por ali. Mas as entesposas não estavam lá. Por muito tempo chamamos, e por muito tempo procuramos, e perguntávamos a todas as pessoas que encontrávamos para onde as entesposas tinham ido. Alguns diziam que nunca as tinham visto; outros diziam que elas tinham sido vistas caminhando para o oeste, e outros ainda diziam para o leste, e outros diziam para o Sul. Mas em nenhum lugar a que fomos pudemos encontrá-las. Nossa tristeza foi muito grande. Mas a floresta selvagem chamou e retornamos a ela. Por muitos anos mantivemos o costume de sair de vez em quando para procurar as entesposas, andando por todo canto e chamando-as por seus belos nomes. Mas conforme o tempo passou íamos cada vez com menos frequência , e cada vez menos longe. E agora as entesposas são para nós apenas uma lembrança, e nossas barbas estão longas e cinzentas. Os elfos fizeram muitas canções sobre a busca dos ents, e algumas delas passaram para a língua dos homens. Mas nós não fizemos canção alguma sobre o assunto, ficando satisfeitos em cantar seus belos nomes quando pensávamos nas entesposas. Acreditamos que ainda podemos encontrá-las num tempo que virá, e talvez encontremos em algum lugar uma terra onde possamos viver juntos, ficando todos satisfeitos. Mas pressentimos que isso só acontecerá quando ambos, ents e entesposas, tiverem perdido tudo o que têm agora. E é bem possível que a hora esteja finalmente se aproximando. Pois, se Sauron destruiu todos os jardins antigamente, hoje o Inimigo tende a arruinar todas as florestas.”




Senhor dos Anéis - As Duas Torres (Livro III); capítulo IV - Barbárvore

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

'O Senhor dos Anéis' e 'O Hobbit' em Vitrais

J.R.R. Tolkien primeiramente conheceu Pauline Baynes, uma de suas ilustradoras favoritas, depois que ela enviou algumas das suas inteligentes reinterpretações da marginália do Saltério Luttrell, um manuscrito medieval iluminado. Tolkien ficou tão encantado pela obra de Baynes na arte medieval, que pediu a ela para ser a ilustradora substituta da sua fábula Agricultor Giles do Presunto, e então ela passou a ilustrar muitas cenas da Terra Média.

Logo então, o artista Jian Guo passou a representar as obras de Tolkien com um estilo de 'vitral' atualizado. Sua série colorida de ilustrações das aventuras de Bilbo Bolseiro e da Guerra do Anel capta o aspecto mitológico dos contos de Tolkien. Suas obras chamam a atenção pelos manuscritos iluminados, assim como as cores brilhantes dos vitrais.

A galeria deviantART de Guo mostra sua versatilidade; além dessas peças, ele também cria ilustrações realistas e fantásticas. Ele também representou cenas iluminadas dos Vingadores e do World of Warcraft.










 

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

O Aspecto "Mariano" das Mulheres de Tolkien

“Nós viemos de Deus, e, inevitavelmente, os mitos tecidos por nós, apesar de conterem erros, refletirão também um fragmento estilhaçado da Verdadeira Luz, a verdade eterna que está com Deus. De fato, apenas pela criação dos mitos, apenas tornando-se um ‘sub-criador’ e inventando histórias, o homem pode aspirar ao estado de perfeição que ele conhecia antes da Queda. Nossos mitos podem ser equivocados, mas orientam tremulamente em direção ao porto verdadeiro, enquanto o “progresso” materialista conduz apenas a um abismo escancarado e à Coroa de Ferro do poder maligno.” – J.R.R. Tolkien (J.R.R. Tolkien: Uma Biografia, Humphrey Carpenter, Cap. IV, 1977)


Recentemente assisti a uma entrevista com Cate Blancett, que interpreta a Galadriel em O Senhor dos Anéis / O Hobbit e ela mencionou, quase cinicamente, que Tolkien não escreveu muitas personagens femininas fortes.O que, é claro, não é verdade. Eu diria que as personagens femininas do Senhor dos Anéis e do Hobbit são muito fortes e extremamente importantes. Não se trata da quantidade de personagens femininas, mas sim de qualidade.

Eu sei que não sou a primeira pessoa a fazer essas conexões, então definitivamente não estou reivindicando a posse dessas ideias, mas as mulheres da Terra Média, em minha mente, são personificações das qualidades de Maria. Se isso é ou não verdadeiro (ou o que Tolkien pretendia) não é o foco deste post; essas opiniões só me ajudam a apreciar ainda mais a série e acrescentar ao brilhante trabalho de Tolkien.


Arwen: Rainha

Arwen representa a Realeza de Maria, o aspecto real da Mãe de Deus. Se Aragorn representa o aspecto real de Cristo (o que certamente ele faz), então na minha mente só faz sentido que Arwen sejao equivalente real feminino.

Embora Arwen já tenha alguma realeza nela (assim como Maria, estando unida com José e o reino de Davi), assim como ela não pode se tornar rainha até que o rei assuma o trono, Maria não pode assumir e ser coroada até que Cristo assuma Seu trono.


Galadriel: Intercessora

Ela possui muitas denominações diferentes; Senhora de Lórien, Senhora da Luz, Senhora da Floresta, e simplesmente A Senhora. É tão Mariana que não posso nem suportar.

Ela é quem dá presentes, quando a Sociedade deixa a floresta. Ela dá muitos, mas os dois mais importantes são o pão de lembas e o Frasco de Galadriel “uma luz, quando todas as outras luzes se forem”.

Lembas é o pão especial feito pelos elfos que se mantém fresco por mais tempo do que o pão normal e sustenta a vida melhor do que o pão normal. Basicamente é um símbolo da Eucaristia, que mantém os homens mais completos e permite-lhes continuar em sua árdua jornada.

Então, Galadriel fornece pão de sustentação da vida. Maria tem a Eucaristia viva para nós.
Ao meu ver, o Frasco de Galadriel pode ser comparado ao Espírito Santo. É uma luz na escuridão, uma maneira de se livrar de qualquer maldade que nos atormenta. Sam e Frodo usam-no na toca de Laracna e quando eles estão dentro de Mordor. Trecho retirado da página d’O Senhor dos Anéis na wikipédia: “O Frasco de Galadriel parecia inspirar seus portadores a invocar Elbereth, como Frodo e Sam chamam na língua élfica, e Frodo também grita palavras que ele não entende que se referem a Eärendil, na primeira vez que usa o frasco contra Laracna”.
 
Maria nos dá presentes assim. Quando ela apareceu a Santa Catarina Labouré e presenteou-a com a Medalha Milagrosa, Maria disse que ela é mediadora de graças e pode dar-lhes como quiser.


Éowyn: Guerreira

Acho que todas querem ser a  Éowyn, sendo que ela é uma princesa, mas não uma princesa cor-de-rosa e fraca; ela salva o dia. Ela é a melhor.

Ela representa o papel guerreiro que Maria desempenha, assim como o puro aspecto humano. Basicamente, em O Senhor dos Anéis, todo mundo fica farto dos seres humanos porque provaram ser inúteis e fracos. O rei de Rohan é possuído por Grima Língua de Cobra, que levou o rei a um estado de desespero.

Eventualmente, Gandalf se livra dele (“Mantenha sua língua bifurcada atrás de seus dentes!”) e a doença do Rei é curada, então vemos uma lenta elevação de coragem na humanidade.

Quando todo mundo vai para a batalha, mandam Éowyn ficar para trás, mas todos sabemos que ela não vai fazer isso. Então, ela foge para a batalha e luta. O Rei Bruxo aparece montando uma Besta Caída, Éowyn o enfrenta e ele diz “Nenhum homem mortal pode me impedir!” ao passo que Éowyn responde “Mas não sou nenhum homem mortal! Você está olhando para uma mulher! Sou Éowyn, filha de Éomund. Você está se interpondo entre mim e meu senhor, que também é meu parente. Suma daqui, se não for mortal! Pois seja vivo ou morto-vivo obscuro, vou golpeá-lo se tocar nele!”


Em seguida, ela corta a cabeça do dragão e apunhala o Rei Bruxo no rosto e o mata. Então deixe que o simbolismo de Gênesis 3:15 fale por si só: “ela lhe esmagará a cabeça” (ela esmagará a cabeça da serpente).


Rosinha Villa: Mãe

Rosinha Villa é uma das minhas personagens favoritas, porque ela representa tudo de bom e saudável nos hobbits, no Condado, e na Terra-média. Sam e Rosie tiveram 13 filhos: Elanor, a Bela, Frodo, Rosa, Merry, Pippin, Cachinhos Dourados, Hamfast, Margarida, Primavera, Bilbo, Rubi, Robin e Tolman. Como não amá-los?

"Acho que o simples amor 'rústico’ entre Sam e sua Rosinha (nada elaborado) é absolutamente essencial para o estudo do seu personagem (o chefe do herói), e para o tema da relação entre a vida comum (respirar, comer, trabalhar, criar) e as missões, o sacrifício, as causas, o 'desejo por Elfos', e a pura beleza” —  JRR Tolkien, em uma carta datada de 1951

Então, na minha mente, Rosinha personifica o papel maternal que Maria desempenha em nossas vidas, mais claramente porque ela é uma mãe, e também porque ela parece sem importância, ou talvez uma ideia adicional. Nós conhecemo-na logo no início dos filmes, na festa de aniversário de Bilbo, mas aparece mais como uma ferramenta de desenvolvimento de personagem para mostrar-nos o quão estranho Sam pode ser. Mas então, no final de todas as coisas, quando Frodo e Sam estão sentados na montanha, condenados e certos de que irão morrer, Sam traz Rosinha ao seu pensamento.

Já que eu gosto de tomar um rumo demasiado envolvido com os personagens fictícios, cheguei à conclusão de que o amor de Sam por Frodo, obviamente, levou-o ao longo dessa jornada, mas o seu amor por Rosinha também. Então, eu comparo isso com Maria, quando aparece no início do Evangelho para montar o cenário, desenvolver os “personagens” e ver Jesus em Sua jornada. E então, no fim de todas as coisas, quando a morte Dele é iminente, Maria está lá e vemos como ela é importante quando Cristo lhe dá a João (e a todos nós). Embora Rosinha não tivesse viajado com a Irmandade ou “fizesse” muita coisa, ela é vital para o sucesso da missão por causa do que ela representa (como Tolkien disse, a vida comum e a beleza pura).



Texto retirado do blog Two Catholic Girls

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Coisas Que Você Precisa Saber Sobre Tolkien

Por Brian Gottesman



A maioria dos leitores desse artigo provavelmente conhecem e amam o pai de O Senhor dos Anéis. Mas há muitas coisas que até mesmo os fãs mais ardorosos não sabem sobre John Ronald Reuel Tolkien. Aqui estão alguns fatos que considero precioso.
Ele tinha um dom para o dramático
Como linguista e especialista em Inglês Antigo e Literatura Nórdica Antiga, Tolkien foi professor na Universidade de Oxford de 1925 até 1959. Ele também era um incansável instrutor, ensinando entre 70 e 130 palestras por ano. Mas a melhor parte é a maneira como ele dava essas aulas. Apesar de calmo e pretensioso em público, Tolkien não era o típico professor reservado de Oxford.  Ele era conhecido por entrar repentinamente nas salas de aula, às vezes vestido com armadura e berrando as primeiras linhas de Beowulf. Como um de seus alunos disse: Ele poderia transformar uma sala de aula em um salão de hidromel.

Ele não compartilha o seu entusiasmo por Hobbit
Tolkien via-se primeiro como um estudioso, segundo como escritor. Ele sempre se irritava porque seus trabalhos acadêmicos foram em grande parte desconhecido pelo público em geral, que se focavam para seus escritos de fantasia. O Hobbit e O Senhor dos Anéis foram tentativas de Tolkien para construção de um mito e o sucesso destes o pegou desprotegido. Na verdade, ele passou anos rejeitando, criticando e adaptando retalhos de seu trabalho que não acreditava ter alcançado o objetivo de ser épico e nobre. Ele também era completamente cético em relação a maioria dos fãs de O Senhor dos Anéis, achava-os incapazes de realmente apreciar a obra e provavelmente ficaria horrorizado ao ver hoje alguns fãs fantasiados como Legolas.

Ele adorava seu trabalho
Para Tolkien, a escrita de ficção-fantasia era apenas um hobby. As obras que considerava mais importante eram seus trabalhos acadêmicos, que incluía Beowulf: os montros e os críticos, uma tradução moderna de Sir Gawain e o Cavaleiro Verde.

Ele era completamente romântico (e tem sua lápide para provar isso)
Aos 16 anos, Tolkien se apaixonou por Edith Bratt, três anos mais velha. Seu tutor, um padre católico, ficou horrorizado com isso e ordenou que o menino não tivesse nenhum contato com Edith até completar 21 anos. Tolkien obedeceu, ansiando pelo passar dos anos até que no dia fatídico, se encontrou com ela debaixo de um viaduto ferroviário: ela havia rompido seu noivado com outro homem, se convertido ao catolicismo e assim Tolkien e Edith se casaram para o resto de suas vidas. À pedidos de Tolkien, sua lápide contém o nome do casal e o nome de Beren e Luthien, famoso casal do seu mundo de ficção.
 
Sua relação com C.S. Lewis não era como dizem ser
Colega de Tolkien em Oxford, C.S. Lewis (autor de As Crônicas de Nárnia) é frequentemente identificado como seu melhor amigo e confidente mais próximo. Mas a verdade é que os dois tinham uma relação um pouco problemática. No início, eram muito próximos. Mas a esposa de Tolkien, Edith, tinha ciúmes de sua amizade. E foi Tolkien que convenceu Lewis a retornar ao cristianismo, porém a amizade esfriou e Tolkien percebeu que seu colega tinha inclinações anti-católicas e uma vida pessoal muito escandalosa. Embora os dois tenham tido uma reconciliação, no final da vida, Tolkien nunca apreciou os escritos de Lewis, considerando-os infantis e mal-concebidos.

Ele gostava de clubes literários
Onde quer que Tolkien estivesse, ele estava intimamente envolvido na formação de grupos acadêmicos. Como professor da Universidade de Leeds, por exemplo, formou o Clube Viking. E durante sua passagem em Oxford, ele formou a Inklings, um grupo de discussão literária.

Ele não mentia sobre as cenas de guerra
Tolkien era um veterano da Primeira Guerra Mundial e serviu como segundo-tenente no Batalhão da Força Expedicionária Britânica na França. Ele também esteve presente em alguns dos combates de trincheira mais sangrentos da guerra. As privações de Frodo e Sam em seu caminho para Mordor pode ter tido suas origens no tempo de Tolkien nas trincheiras, durante a qual ele contraiu uma febre crônica dos piolhos que o infestavam e que forçou seu retorno para casa. Muitos de seus amigos próximos morreram na guerra, dando-lhe uma profunda consciência da tragédia que brilha através de seus escritos.
Ele inventava línguas para se divertir
Um filósofo de profissão, Tolkien manteve sua mente exercitada inventando novas línguas, muitas das quais (como as línguas élficas Quenya e Sindarin) ele usou extensivamente em sua escrita. Ele ainda escreveu canções e poemas com seus idiomas fictícios. Além disso, Tolkien trabalhou para reconstruir e escrever em línguas extintas como o galês medieval. Seu poema 'Flower of the Trees' pode ser o primeiro trabalho original escrito em língua gótica em mais de um milênio.

Ele foi publicado quase tão produtivo postumamente como vivo
A maioria dos escritos devem se contentar porque seus trabalhos são produtivos durante a sua vida, mas não Tolkien. Seus rascunhos e anotações aleatórias, juntamente com os manuscritos que ele nunca se preocupou em publicar, foram editados, revisados, compilados, redigidos e publicados em dezenas de volumes após a sua morte, a maioria deles produzidos por seu filho Christopher. Enquanto a publicação póstuma mais famosa de Tolkien é O Silmarillion, outros trabalhos incluem A História da Terra Média, Contos Inacabados, Os Filhos de Húrin e A Lenda de Sigurd e Gudrun.