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quinta-feira, 6 de março de 2014

A terra dos Tzares em cores: fotografias da Rússia de um século atrás.


Fotografias surpreendentes, capturadas em cores vivas, mostram a vida na Rússia no início de 1900 quando o país estava à beira da Primeira Guerra Mundial - e da revolução.
[Imagens pelas lente e técnica de Sergei Mikhailovich Prokudin-Gorskii, em visita a sua terra natal.]


The photographer was commissioned by Tsar Nicholas II to travel around Russia capturing images of the nation in the early years of the 1900s, in full colour


An Armenian woman in national costume poses for Prokudin-Gorsky on a hillside near Artvin (in present day Turkey)


In order to capture the scenes in colour, Prokudin-Gorsky had to take three photos, each time with a different colour filter over the lens, which meant that sometimes, when subjects moved, the colours would blur and distort - as seen in this image


Self-portrait: Prokudin-Gorsky's method resembles modern nature shots. He is pictured here surveying the Russian landscape


A group of women in Dagestan pose for a photo. Prokudin-Gorsky was charged with capturing the faces and landscapes of Russia


The extraordinary photos capture the landscapes of Russia at the beginning of the 20th century in vivid colour


Historical Russian photos by Sergey Prokudin Gorsky
Historical Russian photos by Sergey Prokudin Gorsky


Prokudin-Gorsky began implementing his three-colour method after studying under German photochemist Adolf Miethe


After leaving Russia in 1918, Prokudin-Gorsky moved to Germany, where he remarried and had a daughter, Elka. He then moved to Paris and was reunited with his first wife and three adult children, with whom he started a photography studio


The tsar granted Prokudin-Gorsky access across the nation and provided with a railway car equipped with a dark room


Prokudin-Gorsky was one of the most famous photographers in Russia at the beginning of the 20th century


A group of Jewish children with their teacher: The vivid colours in the boys' coats are preserved for the historical record due to Sergey Prokudin-Gorsk's three-colour method



Boathouse: Prokudin-Gorsky took photos of the country as it was about to enter WWI and then a revolution. But he still captured moments of tranquility and beauty


Historical Russian photos by Sergey Prokudin Gorsky
Historical Russian photos by Sergey Prokudin Gorsky


Two parents and their three daughters rest in a field as the sun sets, their agrarian way of life would be ruthlessly shut down in coming decades, as forced industrialisation occurred across the nation


After the revolution in 1917, the photographer was offered the position of professor at a university, but left the country a year later. He moved to Germany and then to Paris


A man moulds an artistic casting. This photo, taken in the Kasli Iron Works in 1910, comes from the album Views in the Ural Mountains, survey of industrial area, Russian Empire


Historical Russian photos by Sergey Prokudin Gorsky
Historical Russian photos by Sergey Prokudin Gorsky


Russian church: A view of the Nikolaevskii Cathedral  in Mozhaisk in 1911


The photographer (front right) poses on a handcar outside Petrozavodsk on the Murmansk railway along Lake Onega


Can't sit still: This image shows how difficult it was to capture colour at the time. If any of the children moved while the three different photographs were taken the colour would blur


Sergey Prokudin-Gorsky was one of the most famous photographers in Russia at the time. He was the editor of the country's leading photographic journal and continued to contribute to journals around the world once he left Russia


A wealthy woman poses outdoors on a magnificent rug in a richly ornamented outfit and headdress


Here, Sergey has captured a Sart woman in Samarkand, Uzbekistan. Until the Russian revolution of 1917, ¿Sart¿ was the name for Uzbeks living in Kazakhstan

A shepherd boy on the Sim River in the Ural Mountains is pictured here, resting in 1910


Almost half of the negatives produced by the photographer during his tour of Russia were confiscated when he left the country after the Russian revolution


Workers and supervisors pose for a photograph amid preparations for pouring cement for sluice dam foundation across the Oka River near Beloomut in 1912

The pictures show the diversity of the Russian landscape at the beginning of a tumultuous century for the nation


Prokudin-Gorsky died in Paris in 1944, a month after the city was liberated from Nazi occupation


Rural scene: A group of people rest in the middle of a field. They have a tea pot and refreshments and look like they have stopped for a picnic or lunchbreak


Fonte:
Mail Online [ 
Land of the Tzars in colour: Fascinating photographs show the people and places of pre-revolutionary Russia]

sábado, 29 de dezembro de 2012

Mitologia Eslava

Nessa postagem serão apresentados alguns seres presentes na riquíssima mitologia eslava, que evolui por mais de 3000 anos desde quando a região ainda era politeísta, antes da cristianização.


Alknost

A Alkonost é uma ave com o corpo de uma ave e o rosto de uma mulher. Na tradição da igreja ortodoxa russa, Alkonost personifica a vontade de Deus. Ela vive no paraíso, mas vem ao nosso mundo para transmitir mensagens divinas. Sua voz é tão doce que ninguém que a escute pode jamais esquecer o que ela cantou. Ela é inteiramente benévola.


Baba Yaga
 


Baba Yaga, no folclore eslavo, é uma personagem imaginada como bruxa, senhora da magia e espírito da floresta. É também chamada Baba Jaga em polonês, Ježibaba em tcheco e eslovaco e Jaga Baba em esloveno. "Baba" significa "avó".

Nos contos russos, Baba Yaga é uma bruxa que voa em um almofariz, usando o pilão como remo e apagando os rastros com uma vassoura de vidoeiro prateado. Vive em uma cabana na floresta, muito pequena, que dança sobre um par de patas de galinha e é cercada por uma paliçada de ossos humanos com crânios no alto de cada poste, exceto um, reservado ao protagonista da história. O buraco de fechadura da sua porta é uma boca cheia de dentes afiados. Em alguns contos, a bruxa entra voando pela chaminé e a cabana não tem janelas ou porta visível. A porta está sempre do lado oposto de quem quer entrar. Só aparece quando é dita uma frase mágica: "Cabana, ó cabana, vire as costas para a floresta e a frente para mim". 

Pela descrição, a cabana de Baba Yaga se assemelha às cabanas elevadas construídas pelos siberianos para proteger seus suprimentos de animais selvagens e também para abrigar seus ídolos. Cabanas como essas, circundadas de paliçadas, também foram usadas em rituais de cremação na Rússia antiga.

Em alguns contos, três cavaleiros reportam-se diariamente a ela: um de branco, que cavalga um cavalo branco com arreios brancos, que é o Cavaleiro da Manhã, um vermelho, que é o Cavaleiro do Meio-Dia e um negro, Cavaleiro da Tarde. Dentro da casa, tem servos invisíveis. Ela dá explicações sobe os cavaleiros se lhe perguntarem, mas mata o visitante se lhe perguntarem sobre os servos.

Baba Yaga é às vezes a antagonista, outras vezes ajuda e dá conselhos ao herói. Há histórias nas quais ajuda pessoas em suas buscas e outras nas quais rapta crianças e ameaça comê-las. Procurar sua ajuda é considerado perigoso. É necessária uma preparação adequada, pureza de espírito e polidez.

Na Polônia, Baba Jaga é uma bruxa má que voa montada num esfregão e a casa se apóia sobre um só pé de galinha.


Leshiy 



Os leshiy são espíritos das florestas que, no folclore eslavo, protegem as árvores e os animais selvagens. Há também leshachikha ou leszachka (mulheres leshiy) e leshonky (filhos dos leshiy).
Geralmente um leshi parece um camponês alto, exceto que seus olhos brilham e seus sapatos estão virados do avesso, mas pode tomar a forma de qualquer animal ou planta, de uma folha de grama a uma árvore das mais altas. Em alguns contos, aparece como um grande cogumelo falante.

Os leshiy emitem gritos horríveis, mas também podem imitar vozes familiares para atrair os passantes para suas cavernas, onde lhes fazem cócegas até quase morrer. Também são conhecidos por esconder os machados dos lenhadores e sinais das estradas, fazer camponeses adoecer e raptar jovens mulheres. Mas também podem ensinar segredos mágicos aos humanos que fizerem amizade com eles. Camponeses, pastores e vaqueiros fazem pactos com os leshiy para proteger suas colheitas e seu gado, entregando-lhes a cruz de seu pescoço e dividindo com eles a comunhão depois das missas cristãs. Tais pactos lhes dão poderes especiais.  



Zhar-ptitsa 
 

No folclore russo, o Pássaro de Fogo (em russo, zhar-ptitsa) é uma ave mágica de uma terra distante, que é tanto uma bênção quanto uma maldição para quem a captura.

O zhar-ptitsa é descrito como uma grande ave de plumagem majestosa que flameja em luzes vermelhas, amarelas e alaranjadas como uma fogueira. As penas continuam a flamejar se forem tiradas e uma pena pode iluminar um grande salão se não for escondida. Na iconografia moderna, o Pássaro de Fogo tem a forma de um pequeno pavão cor de fogo, com crista na cabeça e penas da cauda com "olhos" flamejantes.

Nos contos de fadas, o Pássaro de Fogo é freqüentemente o objeto de uma busca difícil, que se inicia quando é encontrada uma pena perdida de sua cauda. O herói põe-se então a procurar a ave viva para capturá-la, às vezes por sua própria iniciativa, mas geralmente a pedido de um pai ou do tsar. Recebe vários tipos de ajuda mágica pelo caminho e eventualmente retorna com o prêmio. O Pássaro de Fogo é uma maravilha altamente cobiçada, mas o herói, inicialmente encantado pela pluma maravilhosa, acaba por culpá-lo de todos os seus problemas.
   

Rusalkas 


As rusalkas são perigosas entidades femininas da água no folclore russo, geralmente consideradas espíritos de jovens afogadas.

Durante os meses de inverno, as rusalkas vivem no fundo da água, sob o gelo. No verão, principalmente na chamada Semana das Rusalkas (Rusal'naia, no início de junho), podem deixar a água e subir às árvores das florestas vizinhas, tornando-se um perigo para os homens que se aventuram nas suas proximidades. Trepam aos galhos de salgueiro ou vidoeiro que pendem sobre a água e à noite, quando o luar ilumina a floresta, descem das árvores e dançam nas clareiras. Às vezes, vão às fazendas para dançar. Os russos do sul dizem que os lugares onde elas dançam podem ser encontrados procurando-se por pontos onde a grama cresce mais espessa e o trigo mais abundante. Esses círculos são chamados korovodyi em russo, ou korowody, em polonês. Até os anos 1930, o enterro ou banimento ritual das rusalkas no final daRusal'naia permaneceu como um entretenimento comum.

No norte da Rússia, as rusalkas têm a aparência de mulheres afogadas nuas, cadavéricas, com olhos que brilham com um maligno fogo verde, ou então brancos, sem pupilas. Ficam na água ou perto dela, à espera de viajantes descuidados. Arrastam as vítimas para a água, onde as aterrorizam e torturam antes de matá-la.

No sul da Rússia, aparecem como belas jovens em roupas leves, com rostos como o luar. Atraem suas vítimas cantando docemente nas margens dos rios, enquanto trançam seus longos cabelos. Quando a vítima entra n'água para encontrá-la, a rusalka a afoga.

Além disso, as rusalkas podem arruinar as colheitas com chuvas torrenciais, rasgar redes de pesca, destruir represas e moinhos d'água e roubar roupas, linho e fios das mulheres humanas. Entretanto, os viajantes podem proteger-se ao passar perto da água se levarem algumas folhas de losna (Artemisia absinthium). Espargir losna em qualquer coisa que uma rusalka possa querer roubar ou destruir também as mantêm à distância. Se elas se tornarem particularmente preocupantes em uma região, grandes quantidades de losna devem ser espargidas no rio ou lago.

Em russo moderno, as sereias são também chamadas de rusalki.
  

 
Vilas
  

As vilas singular vila, do polonês wiła, ou servo-croata vila, são espíritos que vivem nas florestas e nas nuvens. Às vezes tomam as formas de cisnes, cobras, cavalos, falcões ou lobos, mas geralmente aparecem como belas jovens, nuas ou vestidas de branco com longos cabelos flutuantes. Na Sérvia, são jovens amaldiçoadas por Deus; na Bulgária são conhecidas como samovilas ou samodivas, meninas que morreram sem ser batizadas; e na Polônia são belas jovens que flutuam no ar para expiar sua frivolidade quando eram vivas.

As vozes das vilas são tão belas quanto sua aparência e quem as ouvir esquece-se de comer, beber ou dormir, às vezes por dias. Têm poderes de profecia e de cura e às vezes ajudam seres humanos. Outras vezes, atraem jovens para dançar com elas, o que, de acordo com o humor delas, pode ser muito bom ou muito ruim para o rapaz. Quando dançam, deixam "círculos de fadas" de grama espessa e pisá-los dá azar.

Oferendas para as vilas consistem em bolos redondos, fitas, frutas frescas e flores ou vegetais deixados nas árvores e cavernas sagradas. Dizem que se um só dos seus cabelos for arrancado, a vila morre, ou é forçada a voltar à sua forma verdadeira. Um humano pode ganhar controle sobre uma vila roubando penas de suas asas. Uma vez que ela as recupere, porém, ela pode desaparecer.

A despeito de seus encantos femininos, porém, as vilas são guerreiras ferozes. A terra treme quando elas batalham. Montam em cavalos ou cervos quando caçam com seus arcos e flechas e matam qualquer homem que as desafie ou quebre sua palavra.